sábado, 18 de maio de 2013

Polícia Federal investiga McDonald's


Foi divulgado no site do G1, em 25 de fevereiro de 2013, que a Polícia Federal de São Paulo abriu inquérito em outubro de 2012 para investigar a rede de fast food McDonald’s por suspeita de submeter seus funcionários a condições de escravidão. Esta investigação iniciou-se por meio de uma denúncia feita por uma funcionária, que trabalhou em uma lanchonete da rede, mas não recebeu salários.

A funcionária, então com 17 anos na época, relatou a Polícia Federal que foi pressionada  a deixar o serviço pelos superiores após descobrir que tinha engravidado, em abril de 2011. Ela também afirmou que trabalhou no restaurante de dezembro de 2010 a setembro de 2011, mas não recebeu salários.

A investigação segue em segredo de Justiça, e a PF não deu detalhes sobre o assunto. Por meio de sua assessoria de imprensa, o McDonald’s informou que não comenta sobre “processos que seguem em segredo de Justiça”.

Os advogados do Sinthoresp (Sindicato dos Empregados em Hospedagem e Gastronomia de São Paulo e Região), diante dos relatos, entraram com uma petição na Polícia Federal para que tivesse o início da investigação contra a Arcos Dourados, franqueadora do McDonald’s no Brasil.

Rodrigo Rodrigues, advogado do Sinthoresp, enfatizou que o caso da jovem tem “toda uma questão ética, moral e trabalhista” envolvida, e que há outros casos de funcionários do McDonald’s que passam por situação semelhante a da jovem, e que precisam ser investigadas. Com base nestas denúncias, o Sinthoresp pleiteia também a exclusão do McDonald’s do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, do qual a rede é signatária desde 21 de maio de 2009.

Caso estas suspeitas se confirmem, o McDonald’s terá um custo grande sobre as indenizações, e outros custos maiores ainda para recuperar a imagem da marca no país. A idoneidade, a ética e a moral são ferramentas de negócio fundamentais para o sucesso de um negócio, e é por esses e outros motivos que devemos tratar estas questões com seriedade e relevância nas organizações.

E você, dá importância para a Responsabilidade Social Corporativa?

Transparência com seus clientes


Com a Era Digital muitas empresas têm seus problemas expostos dia a dia na rede, desde um mau atendimento até mesmo uma dúvida sobre: Por que os hambúrgueres que compro nunca ficam tão bonitos quanto nos anúncios?  

 

Preocupado com essas questões e sua reputação, o McDonald’s do Canadá desenvolveu um canal no You Tube, no qual foram publicados diversos vídeos respondendo perguntas sobre assuntos e dúvidas de seus produtos que sugiram através da plataforma do Twitter.

A pergunta no primeiro parágrafo gerou este vídeo com muitos acessos:

 

O resultado foi excelente, pois, explicam detalhadamente cada processo pelo qual é utilizado para a preparação do anúncio publicitário, desde a compra do Big Mac até as fotografias. Provando que os lanches são de fato comprados na lanchonete e o que muda é a forma de preparação.
 
O que achou? 

No link abaixo você pode acompanhar todos os vídeos do canal:
  

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Tecnologia desqualifica o trabalho?

Na sua concepção, trabalho no Mc Donald's exige qualificação? ou aqueles que trabalham em redes Fast Food não precisam saber os preços dos produtos que vendem, pois estão todos desenhados nas teclas do caixa e também não precisam saber aritmética, pois as despesas são contabilizada automaticamente?

O exemplo é usado por aqueles que vêm as tecnologias como desqualificadora do trabalho, no entanto, o avanço tecnológico aumenta cada vez mais a necessidade de qualificação nas atividades.

O Mc Donald's com cerca de 31.800 lojas em 121 países e com mais de 1.600.000 funcionários realizou inúmeras pesquisas para inverter esse quadro de desqualificação da atividades. A empresa padronizou todo seu processo produtivo para garantir maior qualidade e ganhos de escala.

Desta forma, criou-se uma metodologia chamada de Hamburger University para pesquisar a questão do atendimento e então realizaram treinamentos aos atendentes para que também se comportem de forma padronizada, mantendo toda uma estrutura de atendimento "vendida" pelo Mc Donald's.

O treinamento também é realizado com seus cliente, mas de forma oculta. Pois de certo modo ao entrar em uma rede Mc Donald's o cliente aprende a entrar na fila, realizar seu pedido em sequencia (primeiro os lanches e depois os acompanhamentos), carregar a bandeja e limpar o que sujam.

A padronização ocorre nos dois lados e isso requer treinamento e qualificação, pois o fato de uma maquina registrar os pedidos não faz com que um analfabeto tenha condição de exercer está função. O avanço tecnológico e as novas formas de produzir tendem a qualificar o trabalho.

Empregabilidade é a capacidade de se adaptar à mudanças, aprender, usar o bom senso, ter raciocínio lógico e acima de tudo, ser capaz de transferir conhecimento. Se isso é realizado, o trabalho exige qualificação!



http://www.josepastore.com.br/artigos/em/em_020.htm

domingo, 12 de maio de 2013

A Gigante geradora de empregos e seus números

   Falem bem ou falem mal mas a gigante do fast food, MC Donalds, é a maior empregadora do Brasil. Vocês sabiam?






   Para se ter uma ideia da capilaridade e importância da empresa de fast food, nos Estados Unidos por exemplo, a cada oito trabalhadores um já fez parte do quadro de funcionários na rede de fast food. o Mc conta com um total de 1,5 milhão de funcionários espalhados no mundo inteiro, em 2001 o faturamento mundial atingiu US$ 40,6 bilhões e hoje registra média de 46 milhões de clientes atendidos por dia ou cerca de 17 bilhões por ano. 

Surpreendente os números, assim qualquer eventualidade que aconteça o impacto é simplesmente gigantesco. Por isso o Mc Donald's persegue o cuidado não só com suas unidades mas principalmente com sua marca.
Podemos comparar com uma celebridade ou alguém de notória importância no mundo da política global por exemplo. Basta sair uma notícia em um país, que a repercussão já toma conta de todos os continentes (exceto a Antártida como falamos no post anterior! rs).

Nesse ponto questionamos, o que visa na verdade as iniciativas de responsabilidade social?




Fontes:
http://www.brasildefato.com.br/node/5780
http://www.revistamelhor.com.br/textos/274/artigo223898-1.asp

sábado, 11 de maio de 2013

MC Donalds e a Responsabilidade Social

  Com a alta do tema Responsabilidade Social, principalmente quando ligada a própria marca da empresa, as grandes corporações passaram a se inteirar ainda mais no assunto. O Mc Donald's não ficou para trás, é claro. Afinal a gigante do fast food está presente em mais de 121 países, gerando uma influência praticamente global. (Curiosidade: A Antártida é o único continente sem Mc Donalds! Uau!)



   No Brasil, a principal causa é a luta contra o câncer infanto-juvenil. Para apoiar esse trabalho, a empresa implantou diversas iniciativas, dentre elas a campanha McDia Feliz, que desde sua primeira edição, em 1988, arrecadou mais de R$ 30 milhões. Esse dinheiro foi transferido a instituições dedicadas à prevenção e ao combate do câncer entre crianças. Desde 1994, o Brasil também tem a Casa Ronald McDonald, uma das primeiras lançadas na América Latina. Situada no Rio de Janeiro, funciona como "uma casa fora de casa", onde crianças de baixo pode aquisitivo, provenientes de outras cidades brasileiras e acompanhadas por um responsável, recebem hospedagem e alimentação, além de assistência 24 h. Para atuar no combate ao câncer infanto-juvenil durante o ano inteiro, foi criado o Instituto Ronald McDonald, representação brasileira da Ronald McDonald House Charities (RMHC). O Instituto é dedicado a captar e destinar recursos  às instituições brasileiras que assistem crianças e adolescentes portadores de câncer, tendo sempre em mente um objetivo ambicioso, mas viável: o aumento do índice de cura da doença no país.  Além dessas ações de envolvimento com a comunidade, o McDonald's mantém parcerias internacionais para a promoção de eventos locais, especialmente nas áreas de educação e esporte. Alguns exemplos de parceiros são a Walt Disney Company, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). 

Seriam essas ações suficientes para absorver o impacto ambiental e social causado pela rede Mc Donald's? 


http://pitaconocotidiano.blogspot.com.br/2012/02/mc-donalds-capitalismo-curiosidades-e.html
http://www.tecmundo.com.br/mega-curioso/24380-12-curiosidades-bizarras-sobre-duas-das-maiores-redes-de-fast-food-do-mundo.htm

domingo, 5 de maio de 2013

Influência do MC Lanche Feliz. Moeda de Troca?

 Em meados de 1979 foi criado o Happy Meal, conhecido no Brasil como McLanche Feliz, item no cardápio do fast food voltado para o público infantil... 
A caixinha atrativa já de inicio contemplava cheeseburger, batatas fritas, refrigerante e um "brinquedinho", sempre com muitos desenho e um layout bem atrativo para as crianças, o foco era sempre o presente, afinal qual criança não gosta? 

Assim passar no MC Donalds para ter uma refeição se tornou mais do que um simples restaurante e sim um passeio adorado pelas crianças. 

Para se ter uma ideia, alguns países chegaram a proibir a produção e venda de Mc Lanche Feliz até que esses passassem a obedecer alguns requerimentos nutricionais, com uma alimentação balanceada e até mesmo exigência de variedade de grãos. Só ai poderiam oferecer qualquer agrado para ser levado para casa.

Iniciativa nobre tendo em vista que o  item do cardápio aparentemente se tornaria uma moeda de troca, afinal a criança desejaria o brinquedo e em troca levaria um kit de junk food. Até onde essa atitude "marketeira" pode ser Ética? É correto utilizar os recursos de marketing, influência e marca sobre pequenos seres para um escolha que no final pode não ser a melhor?

Esse é um ponto válido para refletirmos diante de um mundo capitalista, que visa o aumento de vendas e a maximização do lucro a qualquer custo. Para você, essa é uma atitude Anti ética ou não? 

 

SUPER SIZE ME - A dieta do palhaço/ 30 dias de fast food.

Super Size Me ( Super Size Me – A dieta do palhaço / 30 dias de fast food) é um documentário estadunidense de 2004, escrito, produzido, dirigido e protagonizado por Morgan Spurlock, um cineasta independente estadunidense. No filme, Spurlock segue uma dieta de 30 dias (fevereiro de 2003) durante os quais sobrevive em sua totalidade com a alimentação e a compra de artigos exclusivamente do McDonald´s. O filme documenta os efeitos que tem este estilo de vida na saúde física e psicológica, e explora a influência das indústrias da comida rápida. Durante a gravação, Spurlock comia nos restaurantes McDonald´s três vezes ao dia, chegando a consumir em média 5000 kcal (o equivalente de 9,26 Big Macs) por dia durante o experimento. Antes do início deste experimento, Spurlock, comia uma dieta variada. Era saudavel e magro, e media 188 cm de altura com um peso de 84,1 kg. Depois de trinta dias, obteve um ganho de 11,1 kg, uns 13% de aumento da massa corporal deixando seu índice de massa corporal em 23,2 (dentro da faixa “saudável” 19-25) a 27 (“sobrepeso”). Também experimentou mudanças de humor, disfunção sexual, e dano ao fígado. Spurlock precisou quatorze meses para perder o peso que havia ganhado.

 

O fator que motivou Spurlock para fazer a investigação foi a crescente propagação da obesidade em todo os Estados Unidos, que o diretor do serviço público de saúde americano tinha declarado como “epidemia”, e a correspondente demanda judicial contra o McDonald´s em nome de duas meninas com sobrepeso, que alegaram que se converteram em obesas como resultado de comer alimentos do McDonald´s. Spurlock disse que apesar do processo contra McDonald´s ter falhado, grande parte da mesma crítica contra as companias de tabaco se aplica as franquias de comida rápida. O filme foca o Mc Donald´s como um dos representantes da indústria alimentar americana, que criou tamanhos exagerados de porções e que, sempre que possível, induz ao consumo de mais e maiores porções, fazendo com que a população consuma muito além do necessário para uma alimentação saudável.
Dividimos o documentário do Super Size em oito partes para identificarmos os resultados encontramos com o consumo excessivo de “Fast Food” em especial  comidas do McDonald’s. O objetivo final da apresentação deste documentário é analisar a  conduta ética, ou não ética, da empresa quanto aos resultados divulgados.




 

Fontes :


domingo, 28 de abril de 2013

Vale a pena comer uma salada?


Após a estreia do polêmico Super size me, a sociedade passou a se preocupar com pratos mais saudáveis que combatessem a obesidade causada por lanches gordurosos das redes fast foods, o que fez com que o McDonald's revesse sua estratégia. Desta forma, reformulou seus pratos oferecendo alimentos mais saudáveis e nutritivos, aparentemente.
Em um documento realizado pela Daily Mail, revelou que a salada Caesar, oferecida pelo McDonald's como prato saudável, com todos os seus temperos contém 425 calorias e 21,4g de gordura, mais gordurosa  do que um hambúrguer comum que contém 253 calorias e 7,7g de gordura.
As sociedades brasileiras de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão recomendam o consumo máximo diário de 5g ou 2.000mg de sódio. Se um alimento contém mais de 2g de gordura total, ele deixa de ser um alimento saudável.
A publicação falsa de pratos saudáveis do McDonald's não ajuda em nada no combate a obesidade e a qualidade de vida da população brasileira, que hoje atinge 14,3% das crianças entre 5 e 9 anos e 4,9% das crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos de acordo com dados do IBGE.
Nem sempre o alimento que parece ser mais saudável é de fato. Atente-se a quantidade de calorias e aos demais itens nutritivos, viva saudavelmente.

Marketing abusivo para público infantil


Nesta semana o Procon manteve a multa de 3 milhões devido a veiculação de anúncios publicitários do McLanche Feliz considerado abusivos. Esses comerciais foram lançados em 2010 e há anos o Mc promove essas “ações” para atrair as crianças. As maiorias delas, no primeiro momento, pouco se importam pelo lanche, todos desejam o brinquedo, mas depois optam para um lanche não muito saudável.
Segundo a assessora técnica do Procon-SP, Andréa Benedetto, com os elementos do comercial publicitário, o McDonald's no Brasil fazia com que as crianças entrassem naquele mundo lúdico sem se dar conta e pedir aos pais para comprar o lanche que, segundo ela, são pouco saudáveis.
O McDonald’s informou por meio de nota que vai discutir a multa aplicada em 2011 no Poder Judiciário. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (21), o McDonald’s se defende ainda de que os brinquedos podem também ser adquiridos sem obrigatoriedade de consumo dos lanches desde 2006. Quanto à qualidade dos produtos, a empresa diz que todas as composições do McLanche Feliz apresentam 600 calorias, recomendação da Organização Mundial de Saúde para 1/3 das refeições diárias de uma criança.

Um grupo chamado Center for Science anunciou a cerca de dois anos a intenção de processar o Mc devido ao seu “assustador e predatório” marketing voltado ao público infantil. Com uma carta o Mc foi comparado com “àquele estranho no parquinho que oferece balinhas para as crianças” e disse que a empresa usa “marketing injusto e enganoso” para “atrair crianças pequenas”

Contudo - essa não é a primeira vez e também não será a última - que o McDonald’s fica exposto pelo uso de brinquedos do McLanche Feliz para atrair crianças como consumidores, uma vez que a empresa é o distribuidor de brinquedos número um do mundo. O instituto Alana, aqui no Brasil, luta para proibição do McDonald’s para com a distribuição de brinquedos junto com o McLanche Feliz. Um projeto proibindo a associação entre brinquedos e sanduíches já foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado.
 

Agora só nos resta esperar. O que você acha? Certo ou errado?



terça-feira, 16 de abril de 2013

Curiosidades sobre o McDonald's

Mundialmente falando, existem alguns fatos curiosos sobre o McDonald’s que não poderiam ficar fora deste blog, pois servem de grande exemplo de diversidade e de grandiosidade da rede de restaurantes fast food.

 Você sabia...?

- O McDonald’s abre um novo restaurante a cada 4 horas.

- Todos os dias, o McDonald’s serve mais de 46 milhões de pessoas.

- O McDonald’s serve cerca de 75 hambúrgueres a cada segundo.

- O McDonald’s já vendeu mais de 100 bilhões de hambúrgueres.

- O Ronald McDonald fala mais de 25 línguas, incluindo Cantonês, Português, Hindu, Tagalog e Russo.

- O maior mercado do McDonald’s fora dos EUA é no Japão, com mais de 3.000 restaurantes.

- O Ronald McDonald’s é chamado de “Donald McDonald” no Japão, pois faz com que a pronúncia fique mais fácil para os japoneses. Em Singapura, ele é conhecido como “Uncle McDonald”.

- A Antártica é o único continente que não tem um restaurante do McDonald’s – ainda.

- O McDonald’s mais ocupado está localizado em Pushkin Square, em Moscow, que serve 40.000 pessoas, todos os dias.

- O maior restaurante McDonald’s mede mais de 28.000 metros quadrados e está localizado em Beijing, na China.

- Os restaurantes na India são os únicos no mundo onde não se pode comprar carne bovina. É possível encontrar versões do Big Mac com carne de cordeiro, que são chamados “Maharaja Mc™”.

- Nos restaurantes McDonald’s da Alemanha e da Espanha vendem cerveja.

- Nas Filipinas, por algum motivo estranho, existe spaghetti no cardápio.

- Em Hong Kong existe uma opção de hambúrgueres feitos de arroz. 

- Alguns famosos já trabalharam no McDonald’s, como: Sharon Stone, Jay Leno, Seal, Pink, Shania Twain.

Esta é uma prova clara de que a rede fast food tem uma presença global, onde visa desenvolver novos cardápios para se adequar aos costumes e as culturas do país. O mesmo lanche é vendido de forma adaptada, com ingredientes diferentes, dependendo da região onde está localizado o restaurante.

Quem disse que comer no McDonald’s não pode ser uma experiência nova e inusitada?

segunda-feira, 15 de abril de 2013

TORNANDO O PROBLEMA EM OPORTUNIDADE



Em 2009, seguindo as normas da LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991, lei de contratação de Deficientes nas Empresas, a Sinthoresp, Sindicato dos Trabalhadores de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de São Paulo e Região, ingressou com uma ação coletiva na 1ª Vara do Trabalho de Barueri (SP) contra o gigante McDonald´s. Alegando o não cumprimento por parte da rede de Fast Food no que diz respeito as cotas de deficientes físicos, onde segundo a lei deveriam ser contratados – 5% dos trabalhadores da empresa. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, "o McDonald´s possui atualmente 33,1 mil empregados, mas pouco mais de 300 são deficientes, quando, por lei, deveriam ser 1,6 mil".

Nos autos da ação coletiva ingressada em 2009, o Ministério Público do Trabalho deu um parecer afirmando: “Não atendida a proporcionalidade verificada pela lei, conclui-se que o empregador discrimina portadores de deficiência”. Ainda segundo o Ministério Público do Trabalho, “a previsão legal é de suma importância, principalmente se considerarmos que cerca de 10% da população brasileira é composta de pessoas que portam alguma espécie de deficiência, seja física, visual, auditiva ou mental, ou, ainda, múltiplas deficiências”.

No mesmo ano, o McDonald´s alegou em sua defesa que nem todo deficiente estaria apto para o trabalho e que tinha na época 303 empregados com deficiência. Juntando assim, uma listagem com nomes dos deficientes contratados.

Na contrapartida, o Ministério Público expôs o seguinte parecer: “É inadmissível o argumento defendido por algumas empresas, como faz de viés a ré, de que somente poderiam contratar trabalhadores com capacitação plena. É de se destacar que o objetivo da Lei 8.213/91 não é contratação da pessoa com deficiência em determinado cargo ou função, mas sim que o percentual previsto no referido artigo 93 incida sobre o número total de empregados da empresa, cabendo ao empregador, no exercício de seu poder diretivo, determinar quais os cargos que serão preenchidos por esses empregados, considerando, inclusive, a sua capacitação para a função disponibilizada”.

Ainda no ano de 2009 a rede contratou, treinou e qualificou de forma a deixar APTOS funcionários portadores de deficiência física. Hoje as lojas atendem o percentual exigido pela lei LEI Nº 8.213, tornando o que era um desafio no início, em um diferencial em suas lojas, conquistando a posição de referência e modelo em treinamento de funcionários especiais.



Referência

http://www.mcdonalds.com.br/

http://www.conjur.com.br/2009-jun-03/sindicato-afirma-mcdonalds-nao-cumpre-cota-deficientes

http://www.deficienteonline.com.br/lei-8213-91-lei-de-cotas-para-deficientes-e-pessoas-com-deficiencia___77.html

domingo, 14 de abril de 2013

Justiça manda McDonald's ajustar jornada de funcionários




 
McDonalds: rede de restaurantes também deve permitir o consumo de alimentos trazidos de casa, em vez de obrigar os trabalhadores a escolher entre as opções do cardápio da loja.
Brasília - A Justiça do Trabalho determinou nesta terça-feira que a Arcos Dourados, principal franquia da cadeia de fast food McDonald's, promova ajustes na jornada de trabalho de seus funcionários para assegurar o pagamento de ao menos um salário mínimo por mês.
A rede de restaurantes também deve permitir o consumo de alimentos trazidos de casa, em vez de obrigar os trabalhadores a escolher entre as opções do cardápio da loja.
Na quinta-feira (21), o Judiciário vai negociar, em conjunto com a Procuradoria-Geral do Trabalho (PGT), a cobrança de uma multa por danos morais coletivos à Arcos Dourados que pode chegar a R$ 50 milhões.
"Carece de amparo legal a conduta da empresa em proibir que os empregados levem refeições de casa, obrigando-os a consumir os sanduíches produzidos em suas lojas", diz a liminar concedida por Virgínia Lúcia de Sá Bahia, juíza titular da 11ª Vara do Trabalho de Recife.
"Entendo que em risco está a segurança alimentar dos empregados que são obrigados a trocar ao menos uma refeição diária por fast food, o que implica em prejuízos para a saúde, conforme fartamente advertido por médicos e nutricionistas."
A ação judicial começou no ano passado e, inicialmente, obrigou apenas os restaurantes da rede em Pernambuco a modificar os contratos de trabalho. Segundo a PGT, a empresa adota uma jornada "móvel variável", comprometendo-se a pagar o valor por hora se o funcionário cumprir até oito horas diárias.
"A prática faz com que o empregado esteja, efetivamente, muito mais tempo à disposição da empresa do que as oito horas de trabalho diárias previstas nos contratos 'normais' de trabalho, além de não garantir o pagamento sequer de salário mínimo", diz nota divulgada pela PGT.
Com a decisão desta terça, a Justiça estende os efeitos da liminar que afetava apenas Pernambuco para todo o País. Na decisão, a juíza impõe multa mensal de R$ 3 mil para cada funcionário que a Arcos Dourados proibir de levar comida de casa. A assessoria de imprensa da Arcos Dourados ainda não tem posicionamento sobre o caso.
Reportagens como essas nos fazem a refletir se o código de conduta do McDonald’s é realmente levado em consideração uma vez que denuncias como essas provam que falta uma  fiscalização  quanto a implemantação da mesma.
Um dos itens contidos na código de conduta da empresa enfatiza que os funcionários têm o direito   de  trabalhar  num ambiente livre de  assédio, intimidações  ou abusos  quaisquer que sejam. A questões neste caso nos remete a pensar se há algum  departamento da empresa que cuida para que a ética e a moral da empresa seja mantira em todas as  suas lojas ao redor do mundo.
Uma empresa  ao  escrever seu código de conduta deve estar ciente de que  execução da mesma deve existir e   não apenas sirva para obdecer padrões estabelecidos pelo Mercado.
Disponilizamos o acesso a essas Normas de Conduta do McDonald’s, vale a pena dar uma olhada !
 
 

 

 

domingo, 7 de abril de 2013

Racismo ou pobreza?

Uma pesquisa do Instituto Ethos realizada em 2003 aponta que os negros ocupavam 8,8% das gerências das maiores empresas do país. Em 2007, a proporção alcançou 17%. Nos postos executivos, a participação dos negros passou de 1,8 para 3,5%.

A empresa McDonald's, teve seu crescimento em meio ao desenvolvimentos das políticas raciais e constatou os benefícios dessa política no seu país de origem. Quando desembarcou no Brasil, trouxe essa política em seus regimes internos.

Não se encontra um documento público da empresa no qual institua a política de cotas para negros em sua organização, mas percebemos que de uma maneira não declarada a rede McDonald's aplica esta política.

Mas porque o McDonald's não declarou esta política de cotas oficialmente? A única razão aparente talvez seja o reflexo negativo que poderia ter nos negócios da empresa no Brasil, visto que somos uma nação que pratica a "democracia racial".

Segundo relatos da atual diretoria de treinamento do McDonald's da América Latina, Íris Barbosa - afrodescendente e na época, de classe social baixa - iniciou suas atividades em uma das redes McDonald's para ajudar sua mãe nas despesas e para sua tão sonhada graduação em pedagogia.
Posteriormente conseguiu com que a empresa pagasse sua pós-graduação em Administração, o que permitiu com que uma funcionária se tornasse uma renomada diretora de treinamentos do grupo. Íris disse em uma entrevista que seu problema nunca foi ser negra e sim ser pobre. A frase expressa a verdadeira questão social brasileira.



Adeus jornada móvel


O McDonald’s s será obrigado a acabar com a jornada móvel de trabalho até o final do ano no Brasil, o acordo ocorreu em 21 de março, e ainda terá que pagar uma indenização coletiva em danos morais de 7,5 milhões de reias. Com essa medida será beneficiados 42 mil colaboradores da rede, cerca de 640 restaurantes e 75% do total no país, segundo a Rede Brasil Atual.
Além disso, com o fim da jornada móvel variável, que não há horário fixo de entrada e saída, os colaboradores poderão sair durante o horário de almoço, receberão adicional noturno e poderão descansar durante 11 horas entre o fim e o inicio de outra jornada.
Há anos se discute sobre a jornada de trabalho no Mc, esse dilema que ainda não acabou, tem uma infinidade de irregularidades, como mencionada na figura abaixo. Entretanto, é imoral essa situação, no qual, muitos trabalhadores do fast-food se encontram. A reputação da organização se desgasta aos poucos com esses fatos antiéticos, no qual visa apenas fins particulares.
Mas, com essa intervenção da Justiça do Trabalho no contrato, esse caso se tornará de acordo com a teoria ética da convicção, uma ação que realizará deveres universalistas, ou seja, respeitar as novas normas impostas.


Em nota, a Arcos Dourados  (que administra a rede McDonald’s no Brasil) informou que “adota jornadas de trabalho legais, sem qualquer violação ao direito trabalhista de seus funcionários, com pagamente pisos salariais estabelecidos pelos sindicatos de cada cidade” e disse que “aceita modificar esse procedimento em prazos tecnicamente viáveis”.

domingo, 31 de março de 2013

Fast Food X Junk Food


Na tentativa de trazer produtos em uma linha light e perder a fama de Junk food, o fast food mais famoso do mundo se defende em novas reportagem;

“Temos pesquisas que mostram que os consumidores estão atentos ao que comem fora de casa. A mudança do cardápio visa atender a uma tendência de consumo, de procurar por alimentos mais saudáveis”, afirma a vice-presidente de comunicação do McDonald’s na América Latina, Flávia Vigio.


Mas, não dá para negar que a marca está fortemente associada ao consumo de alimentos com alto teor de açúcar, gorduras e sal. O conceito de fast food promete praticidade e rapidez, mas também está aliado a um estilo de vida estressante e a um hábito alimentar pouco saudável.



O cardápio vai mudar e a publicidade também terá um novo alinhamento, mas será que a ideia de saúde e bem-estar será verdadeira?

Fontes:
http://economia.ig.com.br/empresas/mcdonalds-corta-calorias-e-tenta-fugir-de-rotulo-de-junk-food/n1597102173304.html
http://consumismoeinfancia.com/14/02/2011/obesidade-o-consumo-infantil-e-publicidade/

Saúde ou Venda??


Em meados de julho de 2011, a gigante multinacional de redes de fastfood, McDonald’s anunciou o lançamento de novo cardápio infantil. Onde, segundo a empresa, a principal finalidade era de cortar em até 20% o índice de calorias contidas nas refeições ofertadas paras o público infantil.

Com toda certeza, foi um grande avanço no que diz respeito à combate a obesidade infantil. Porém, os esforços do novo cardápio não contemplavam mudanças nas ações de marketing. Sendo assim, a influência dos contínuos projetos que visavam a promoção de produtos, inadequados à uma dieta infantil saudável, prosseguiram.

Segundo o filme "Muito Além do Peso" (http://www.muitoalemdopeso.com.br/) , hoje 15% da nossa população infantil sofre de problemas de obesidade. O problema é grave e caminha para atingir os altíssimos índices norte-americanos, onde mais de 30% das crianças estão obesas. 




Pode se dizer que, da ótica da ética da responsabilidade, onde 

"ordinariamente julga-se as ações de um grupo, ou praticadas por um individuo, mas em nome e por conta do próprio grupo, seja ele o povo, a nação, a Igreja, a classe, o partido etc." 

(Norberto Bobbio, Política como ética de grupo, in Dicionário de Política)

O grupo McDonald's tem exercido uma postura responsável pela influência sob a população infantil no âmbito do aumento de índices de obesidade infantil.

Fontes:



segunda-feira, 25 de março de 2013

Não é apenas um BIG MAC!




Será que existe alguma influência do preço do Big Mac em relação ao poder de compra e estilo de vida de diversos países? Até onde pudemos observar, ao longo do tempo com o alto índice de capilaridade da marca e lojas da rede espalhadas pelo mundo todo, o gigante McDonald's conquistou tamanha fama com seu sanduíche "Big Mac", que o índice de vendas do mesmo foi objeto de estudo por diversos especialistas, e foi além, o simplório lache de dois hamburgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, pickles e pão com gergelim tornou-se em 1986, pela revista “The Economist” o índice capaz de medir o valor das moedas em todo o mundo.

Ou seja, o Índice Big Mac foi criado para explicar um conceito econômico chamado paridade de poder de consumo, o conceito de que um dólar deveria comprar a mesma quantidade de um país para o outro. Se houvesse paridade, o preço de um produto – nesse caso um Big Mac quando convertidos para dólares norte-americanos – deveria ser o mesmo em todo o mundo.

Nos Eua, por exemplo, enquanto compra-se um Big Mac por uma média de US$ 3,58 (preço relativo ao 2ºSem/2012), na China com o mesmo valor é possível comprar quase dois do mesmo lanche (US$ 1,83), vale lembrar, ainda, que "a China tem a moeda mais desvalorizada do mundo", concluiu a mesma revista recentemente.

Segundo Dave Denslow, especialista em artigos da Universidade da Flórida,

"Embora o Índice Big Mac seja uma forma nova de olhar para o que o dólar é capaz de comprar em diferentes países, ele também se mostrou bastante acurado para indicar mudanças nas moedas, se o Índice Big Mac diz que uma moeda está desvalorizada, ela tende a se valorizar”

A necessidade da padronização do sanduíche Big Mac, linkada ao pode da moeda de um país nos remete à um caso que ocorreu na Islândia, onde a necessidade de vender um produto uniforme quase levou à falência as três franquias do McDonald's que o país possuia.

Há tempos atrás, o empresário Magnus Ogmundsson apostou fortemente grande de seus investimentos e trouxe as primeiras franquias do McDonald's à seu pais, possibilitando milhares de pessoas à terem o primeiro contato com o famoso Big Mac.

Anos depois, questionado o porquê de vender o seu lanche ao quadruplo de outro outros países, o empresário disse à Associated Press, que na época ele era obrigado por seu contrato com o McDonald's a importar praticamente todos os ingredientes do sanduíche da Alemanha.

Com a moeda do país isolado no Ártico caindo, em 2009, a moeda islandesa, o krona, havia se desvalorizado muito, Ogmundosson teria que cobrar o equivalente a US$ 6,36 por sanduíche, o que o tornaria um dos Big Macs mais caros do mundo.

Ogmundsson se viu na situação de optar entre vender o lanche da multinacional à preços exorbitante para aqueles que desejariam provar o sabor da marca norte-americana ou declarar a falência e fechar as lojas. Seria certo ofertar o valor do popular BigMac à 4x mais que em outros determinados locais do mundo?

Tomemos como exemplo, o caso de Ogmundsson optar por uma escolha sob a ótica da ética da convicção, onde tenha a convicção pessoal de que é necessária o aumento do preço e que se os clientes desejam mesmo o produto, que paguem o preço que for. Esse empresário pode ter realizado uma escolha focalizando esse tema e essa necessidade: de exclusividade de produto e matéria-prima de alto custo. Porém, uma vez representante de uma marca de sanduíches populares, depara-se com uma proposta fora da realidade da empresa norte-americana.

Por tanto, diante de tantas perguntas e pressão política, tanto da empresa quanto de seu país, a escolha entre as éticas da convicção e da responsabilidade, levou Ogmundsson à decidir por uma linha de ação que não comprometesse seu país, ao fechar suas três lojas, declarou falência, porém se baseou em um conjunto de normas e valores que orientaram a decisão do empresário a partir da sua posição como representante da marca em seu país.



domingo, 24 de março de 2013


 

Ética da responsabilidade: Responsabilidade por aquilo que  fazemos.

 
No ano de 2011, a ONG “Mercy for Animals” divulgou um vídeo em forma de denúncia sobre maus tratos aos animais, filmado na Sparboe Eggs Farm, fornecedora da rede de restaurantes fast foods, Mc Donalds.
O vídeo mostra galinhas sendo tratadas de forma cruel, amontoadas em gaiolas, sem qualquer espaço, ou condições de vida, filhotes com bicos sendo queimados a sangue frio, entre outras cenas de tortura. O vídeo, que causou revolta entre muitos ambientalistas, tem aproximadamente 3 minutos e 50 segundos, e foi divulgado através do youtube.
Após a divulgação da denúncia, a rede de restaurantes anunciou o corte do fornecimento de ovos por parte da Sparboa Eggs Farm. De forma subliminar, o Mc Donalds informou que isso é inaceitável, e que esse tipo de atitude está totalmente contra aos conceitos e regras da rede.

                 De acordo com a postura adotada pela empresa  Mc Donald's após a denúncia feita, podemos observar que a teoria ética da responsabilidade formulada  por Weber se faz presente, na forma de que devemos  responder  pelas consequências  previsíveis  de nossos atos.

Segundo esta teoria ética da responsabilidade os agentes realizam uma análise situacional. Neste aspecto, avaliam os efeitos previsíveis que uma ação produz, planejam  obter  resultados  positivos para a coletividade, neste caso da denúncia relacionar a imagem da marca  a uma empresa que preza pela ética e respeito aos animais cumprindo as regras impostas pelos órgãos regulamentares.

 A tomada de decisão para esta teoria ética deriva de uma reflexão sobre as implicações que cada possível curso  de ação  apresenta, ou seja,  houve uma análise sobre a ação tomada e qual o impacto que esta teria sobre o seu negócio. Além disso, a tomada de decisão obriga-se ao conhecimento  das circunstâncias  vigentes, configura uma análise de riscos, supõe uma análise de custos e benefícios e funda-se  na presunção  de que  serão  alcançados  consequências  ou fins  muitos valiosos.

 São nessas situações que empresas como o Mc  Donald's se veem obrigadas a decidir e a pensar quais os impactos   que determinadas situações podem causar  em toda a estrutura organizacional e  principalmente sobre a  imagem que esta denuncia pode agregar  à marca.  É por este e outros motivos que a escolha de fornecedores e parceiros envolvidos na produção deve ser rigorosamente analisada e controlada, para que assim se possa evitar futuros constrangimentos que envolvam a empresa.

E você ? Acha que denúncias que envolvam os fornecedores de grandes empresas podem prejudicar a imagem destas?.
 
 
 
Fonte : Material ESAGS - Aula de Reputação e RSC, http://minnesota.cbslocal.com/2013/01/08/homeland-security-investigates-sparboe-egg-farm/