domingo, 7 de abril de 2013

Racismo ou pobreza?

Uma pesquisa do Instituto Ethos realizada em 2003 aponta que os negros ocupavam 8,8% das gerências das maiores empresas do país. Em 2007, a proporção alcançou 17%. Nos postos executivos, a participação dos negros passou de 1,8 para 3,5%.

A empresa McDonald's, teve seu crescimento em meio ao desenvolvimentos das políticas raciais e constatou os benefícios dessa política no seu país de origem. Quando desembarcou no Brasil, trouxe essa política em seus regimes internos.

Não se encontra um documento público da empresa no qual institua a política de cotas para negros em sua organização, mas percebemos que de uma maneira não declarada a rede McDonald's aplica esta política.

Mas porque o McDonald's não declarou esta política de cotas oficialmente? A única razão aparente talvez seja o reflexo negativo que poderia ter nos negócios da empresa no Brasil, visto que somos uma nação que pratica a "democracia racial".

Segundo relatos da atual diretoria de treinamento do McDonald's da América Latina, Íris Barbosa - afrodescendente e na época, de classe social baixa - iniciou suas atividades em uma das redes McDonald's para ajudar sua mãe nas despesas e para sua tão sonhada graduação em pedagogia.
Posteriormente conseguiu com que a empresa pagasse sua pós-graduação em Administração, o que permitiu com que uma funcionária se tornasse uma renomada diretora de treinamentos do grupo. Íris disse em uma entrevista que seu problema nunca foi ser negra e sim ser pobre. A frase expressa a verdadeira questão social brasileira.



Nenhum comentário:

Postar um comentário