domingo, 28 de abril de 2013

Marketing abusivo para público infantil


Nesta semana o Procon manteve a multa de 3 milhões devido a veiculação de anúncios publicitários do McLanche Feliz considerado abusivos. Esses comerciais foram lançados em 2010 e há anos o Mc promove essas “ações” para atrair as crianças. As maiorias delas, no primeiro momento, pouco se importam pelo lanche, todos desejam o brinquedo, mas depois optam para um lanche não muito saudável.
Segundo a assessora técnica do Procon-SP, Andréa Benedetto, com os elementos do comercial publicitário, o McDonald's no Brasil fazia com que as crianças entrassem naquele mundo lúdico sem se dar conta e pedir aos pais para comprar o lanche que, segundo ela, são pouco saudáveis.
O McDonald’s informou por meio de nota que vai discutir a multa aplicada em 2011 no Poder Judiciário. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (21), o McDonald’s se defende ainda de que os brinquedos podem também ser adquiridos sem obrigatoriedade de consumo dos lanches desde 2006. Quanto à qualidade dos produtos, a empresa diz que todas as composições do McLanche Feliz apresentam 600 calorias, recomendação da Organização Mundial de Saúde para 1/3 das refeições diárias de uma criança.

Um grupo chamado Center for Science anunciou a cerca de dois anos a intenção de processar o Mc devido ao seu “assustador e predatório” marketing voltado ao público infantil. Com uma carta o Mc foi comparado com “àquele estranho no parquinho que oferece balinhas para as crianças” e disse que a empresa usa “marketing injusto e enganoso” para “atrair crianças pequenas”

Contudo - essa não é a primeira vez e também não será a última - que o McDonald’s fica exposto pelo uso de brinquedos do McLanche Feliz para atrair crianças como consumidores, uma vez que a empresa é o distribuidor de brinquedos número um do mundo. O instituto Alana, aqui no Brasil, luta para proibição do McDonald’s para com a distribuição de brinquedos junto com o McLanche Feliz. Um projeto proibindo a associação entre brinquedos e sanduíches já foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado.
 

Agora só nos resta esperar. O que você acha? Certo ou errado?



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