domingo, 31 de março de 2013

Fast Food X Junk Food


Na tentativa de trazer produtos em uma linha light e perder a fama de Junk food, o fast food mais famoso do mundo se defende em novas reportagem;

“Temos pesquisas que mostram que os consumidores estão atentos ao que comem fora de casa. A mudança do cardápio visa atender a uma tendência de consumo, de procurar por alimentos mais saudáveis”, afirma a vice-presidente de comunicação do McDonald’s na América Latina, Flávia Vigio.


Mas, não dá para negar que a marca está fortemente associada ao consumo de alimentos com alto teor de açúcar, gorduras e sal. O conceito de fast food promete praticidade e rapidez, mas também está aliado a um estilo de vida estressante e a um hábito alimentar pouco saudável.



O cardápio vai mudar e a publicidade também terá um novo alinhamento, mas será que a ideia de saúde e bem-estar será verdadeira?

Fontes:
http://economia.ig.com.br/empresas/mcdonalds-corta-calorias-e-tenta-fugir-de-rotulo-de-junk-food/n1597102173304.html
http://consumismoeinfancia.com/14/02/2011/obesidade-o-consumo-infantil-e-publicidade/

Saúde ou Venda??


Em meados de julho de 2011, a gigante multinacional de redes de fastfood, McDonald’s anunciou o lançamento de novo cardápio infantil. Onde, segundo a empresa, a principal finalidade era de cortar em até 20% o índice de calorias contidas nas refeições ofertadas paras o público infantil.

Com toda certeza, foi um grande avanço no que diz respeito à combate a obesidade infantil. Porém, os esforços do novo cardápio não contemplavam mudanças nas ações de marketing. Sendo assim, a influência dos contínuos projetos que visavam a promoção de produtos, inadequados à uma dieta infantil saudável, prosseguiram.

Segundo o filme "Muito Além do Peso" (http://www.muitoalemdopeso.com.br/) , hoje 15% da nossa população infantil sofre de problemas de obesidade. O problema é grave e caminha para atingir os altíssimos índices norte-americanos, onde mais de 30% das crianças estão obesas. 




Pode se dizer que, da ótica da ética da responsabilidade, onde 

"ordinariamente julga-se as ações de um grupo, ou praticadas por um individuo, mas em nome e por conta do próprio grupo, seja ele o povo, a nação, a Igreja, a classe, o partido etc." 

(Norberto Bobbio, Política como ética de grupo, in Dicionário de Política)

O grupo McDonald's tem exercido uma postura responsável pela influência sob a população infantil no âmbito do aumento de índices de obesidade infantil.

Fontes:



segunda-feira, 25 de março de 2013

Não é apenas um BIG MAC!




Será que existe alguma influência do preço do Big Mac em relação ao poder de compra e estilo de vida de diversos países? Até onde pudemos observar, ao longo do tempo com o alto índice de capilaridade da marca e lojas da rede espalhadas pelo mundo todo, o gigante McDonald's conquistou tamanha fama com seu sanduíche "Big Mac", que o índice de vendas do mesmo foi objeto de estudo por diversos especialistas, e foi além, o simplório lache de dois hamburgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, pickles e pão com gergelim tornou-se em 1986, pela revista “The Economist” o índice capaz de medir o valor das moedas em todo o mundo.

Ou seja, o Índice Big Mac foi criado para explicar um conceito econômico chamado paridade de poder de consumo, o conceito de que um dólar deveria comprar a mesma quantidade de um país para o outro. Se houvesse paridade, o preço de um produto – nesse caso um Big Mac quando convertidos para dólares norte-americanos – deveria ser o mesmo em todo o mundo.

Nos Eua, por exemplo, enquanto compra-se um Big Mac por uma média de US$ 3,58 (preço relativo ao 2ºSem/2012), na China com o mesmo valor é possível comprar quase dois do mesmo lanche (US$ 1,83), vale lembrar, ainda, que "a China tem a moeda mais desvalorizada do mundo", concluiu a mesma revista recentemente.

Segundo Dave Denslow, especialista em artigos da Universidade da Flórida,

"Embora o Índice Big Mac seja uma forma nova de olhar para o que o dólar é capaz de comprar em diferentes países, ele também se mostrou bastante acurado para indicar mudanças nas moedas, se o Índice Big Mac diz que uma moeda está desvalorizada, ela tende a se valorizar”

A necessidade da padronização do sanduíche Big Mac, linkada ao pode da moeda de um país nos remete à um caso que ocorreu na Islândia, onde a necessidade de vender um produto uniforme quase levou à falência as três franquias do McDonald's que o país possuia.

Há tempos atrás, o empresário Magnus Ogmundsson apostou fortemente grande de seus investimentos e trouxe as primeiras franquias do McDonald's à seu pais, possibilitando milhares de pessoas à terem o primeiro contato com o famoso Big Mac.

Anos depois, questionado o porquê de vender o seu lanche ao quadruplo de outro outros países, o empresário disse à Associated Press, que na época ele era obrigado por seu contrato com o McDonald's a importar praticamente todos os ingredientes do sanduíche da Alemanha.

Com a moeda do país isolado no Ártico caindo, em 2009, a moeda islandesa, o krona, havia se desvalorizado muito, Ogmundosson teria que cobrar o equivalente a US$ 6,36 por sanduíche, o que o tornaria um dos Big Macs mais caros do mundo.

Ogmundsson se viu na situação de optar entre vender o lanche da multinacional à preços exorbitante para aqueles que desejariam provar o sabor da marca norte-americana ou declarar a falência e fechar as lojas. Seria certo ofertar o valor do popular BigMac à 4x mais que em outros determinados locais do mundo?

Tomemos como exemplo, o caso de Ogmundsson optar por uma escolha sob a ótica da ética da convicção, onde tenha a convicção pessoal de que é necessária o aumento do preço e que se os clientes desejam mesmo o produto, que paguem o preço que for. Esse empresário pode ter realizado uma escolha focalizando esse tema e essa necessidade: de exclusividade de produto e matéria-prima de alto custo. Porém, uma vez representante de uma marca de sanduíches populares, depara-se com uma proposta fora da realidade da empresa norte-americana.

Por tanto, diante de tantas perguntas e pressão política, tanto da empresa quanto de seu país, a escolha entre as éticas da convicção e da responsabilidade, levou Ogmundsson à decidir por uma linha de ação que não comprometesse seu país, ao fechar suas três lojas, declarou falência, porém se baseou em um conjunto de normas e valores que orientaram a decisão do empresário a partir da sua posição como representante da marca em seu país.



domingo, 24 de março de 2013


 

Ética da responsabilidade: Responsabilidade por aquilo que  fazemos.

 
No ano de 2011, a ONG “Mercy for Animals” divulgou um vídeo em forma de denúncia sobre maus tratos aos animais, filmado na Sparboe Eggs Farm, fornecedora da rede de restaurantes fast foods, Mc Donalds.
O vídeo mostra galinhas sendo tratadas de forma cruel, amontoadas em gaiolas, sem qualquer espaço, ou condições de vida, filhotes com bicos sendo queimados a sangue frio, entre outras cenas de tortura. O vídeo, que causou revolta entre muitos ambientalistas, tem aproximadamente 3 minutos e 50 segundos, e foi divulgado através do youtube.
Após a divulgação da denúncia, a rede de restaurantes anunciou o corte do fornecimento de ovos por parte da Sparboa Eggs Farm. De forma subliminar, o Mc Donalds informou que isso é inaceitável, e que esse tipo de atitude está totalmente contra aos conceitos e regras da rede.

                 De acordo com a postura adotada pela empresa  Mc Donald's após a denúncia feita, podemos observar que a teoria ética da responsabilidade formulada  por Weber se faz presente, na forma de que devemos  responder  pelas consequências  previsíveis  de nossos atos.

Segundo esta teoria ética da responsabilidade os agentes realizam uma análise situacional. Neste aspecto, avaliam os efeitos previsíveis que uma ação produz, planejam  obter  resultados  positivos para a coletividade, neste caso da denúncia relacionar a imagem da marca  a uma empresa que preza pela ética e respeito aos animais cumprindo as regras impostas pelos órgãos regulamentares.

 A tomada de decisão para esta teoria ética deriva de uma reflexão sobre as implicações que cada possível curso  de ação  apresenta, ou seja,  houve uma análise sobre a ação tomada e qual o impacto que esta teria sobre o seu negócio. Além disso, a tomada de decisão obriga-se ao conhecimento  das circunstâncias  vigentes, configura uma análise de riscos, supõe uma análise de custos e benefícios e funda-se  na presunção  de que  serão  alcançados  consequências  ou fins  muitos valiosos.

 São nessas situações que empresas como o Mc  Donald's se veem obrigadas a decidir e a pensar quais os impactos   que determinadas situações podem causar  em toda a estrutura organizacional e  principalmente sobre a  imagem que esta denuncia pode agregar  à marca.  É por este e outros motivos que a escolha de fornecedores e parceiros envolvidos na produção deve ser rigorosamente analisada e controlada, para que assim se possa evitar futuros constrangimentos que envolvam a empresa.

E você ? Acha que denúncias que envolvam os fornecedores de grandes empresas podem prejudicar a imagem destas?.
 
 
 
Fonte : Material ESAGS - Aula de Reputação e RSC, http://minnesota.cbslocal.com/2013/01/08/homeland-security-investigates-sparboe-egg-farm/

domingo, 17 de março de 2013

Menino comeu camisinha usada na área de recreação do Mc


McDonal'd em Chicago
 
Conforme o último post, o Mc adotou novos mecanismos de controle na sua linha de produção a fim de diminuir os desperdícios e ser cada vez mais sustentável. Mesmo com controles, erros acontecem internamente, como em qualquer organização.

Na quarta-feira (13), segundo o site Fox News, o McDonald’s localizado em Chicago, nos Estados Unidos foi processado, pois uma criança de dois anos comeu uma camisinha usada, encontrada na área de recreação.  A mãe da criança entrou com uma ação e pediu, no mínimo, uma indenização de 50 mil dólares. O fato ocorreu no ano passado, no dia 4 de fevereiro de 2012. A filial não se pronunciou sobre o caso.

Esse fato social moralmente negativo ou imoral transgrediu as normas estabelecidas pela organização, pois a camisinha não deveria estar naquele ambiente, por se tratar de um restaurante, e muito menos ser encontrado naquele local recreativo e ingerido por uma criança, o que torna o caso mais irreal.

Esse dilema vai contra todos os princípios de qualidade que o restaurante de fast-food detém há anos. A questão é o porquê desse objetivo estar naquele local. Se foi um descuido de algum funcionário, ou propositalmente, não há informações.

Porém essa situação implica diretamente na relação com o cliente: na imagem, marca e credibilidade perante a sociedade. Hoje, com a era da informação, os problemas tomam uma proporção gigantesca.

Segundo o Warren Buffet, “Leva-se vinte anos para construir uma reputação e 5 minutos para destruí-la. Se você pensar nisso, fará as coisas de forma diferente.”

 
Qual a sua opinião?

 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Geração responsável


A nova sociedade exige maiores cuidados com saúde e sustentabilidade e essa exigência levou as redes fast food a aprimorar seus modelos de gestão.

Segundo análise realizada pela Universidade de Campinas (outubro, 2012), uma rede Mcdonald’s vende, em média, 4.800 lanches por semana (686 por dia). Pensando que cada lanche é embalado em uma caixa e que a maior parte das pessoas compram os famosos “Combos”, o volume de lixo é triplicado.

Mas e o desperdício daqueles lanches que são produzidos errados e devem ser trocados, para onde eles vão? Sim, ocorre exatamente o que você pensa, eles vão para o lixo. Vão para o lixo porque você pediu outro lanche, porque ouve um erro no processo e principalmente porque a política de alimentação e nutrição não permite que os alimentos sejam consumidos após 1 hora de espera na estufa.

Deste modo, o Mcdonald’s mudou sua forma produtiva e passou a montar os lanches conforme o pedido. A quantidade de lanches desperdiçados caiu de 15 lanches jogados no lixo por dia para 4. Ainda assim, estes 4 lanches desperdiçados não podem ser doados. Deve-se seguir a politica de alimentação na qual responsabiliza o restaurante por qualquer dano causado no cliente, e a penalidade é alta.

O Mcdonald’s hoje segue uma politica de responsabilidade e desperdício motivando seus cliente e funcionários a evitar a prática do desperdício. A rede segue o lema: “Ativa sempre, mas ativa pouco”, este lema serve para conscientização dos funcionários de forma que eles evitem o desperdício em horários de pouco movimento. Além disso, a rede trabalha com a reciclarem de suas embalagens e o reaproveitamento do óleo.

O Mcdonald’s pensou em você e no seu futuro. E você, está colaborando?

terça-feira, 12 de março de 2013

Sim, é possível inovar!


A resposta para o post anterior é: Sim, é possível mudar para melhor! O Mc Donald’s, em setembro de 2011, foi o pioneiro no ramo fast food a trocar o cardápio, com o foco em comidas mais saudáveis. As principais mudanças foram as reduções de açúcar, sódio, e de calorias nos alimentos. Todas essas mudanças foram feitas sem que o sabor fosse alterado.
Uma das principais mudanças pode ser encontrada no novo cardápio do Mc Lanche Feliz, um dos lanches mais vendidos pela rede, que agora será acompanhado por uma porção de frutas, que poderão mudar conforme a estação do ano. Inicialmente, a porção será composta por maçãs, que chegam às mãos do consumidor já descascadas e fatiadas.  A preocupação com o cardápio foi tanta, que, segundo a nutricionista do Mc Donald’s, Maria Luiza Ctenas, as maçãs são banhadas com vitamina C, para que elas não escureçam. Outra mudança no lanche é que a quantidade de batatas fritas no combo foi reduzida, ficando com o número limitado de calorias.
Portanto, aumentar a receita não deve ser a única preocupação de uma empresa. A preocupação com a completa satisfação dos clientes faz com que todos eles voltem a consumir novos produtos. A preocupação com a sociedade é necessária,  inovar e se reinventar é preciso para superar a concorrência e fidelizar clientes.

Parabéns pela iniciativa!

Amo muito tudo isso!



quinta-feira, 7 de março de 2013

É possível fast food ser saudável?


Como sabemos, o Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo, com um volume grande de novos empresários todo ano. O crescimento das redes fast food no Brasil tem aumentado na mesma proporção, e segundo uma publicação feita pelo jornal do Estadão, 70 novas unidades foram abertas em 2012, contra 47 em 2011, e 40 em 2010. O mercado de fast food movimentou cerca de R$ 55 bilhões no ano de 2011, e deve crescer num ritmo de 56% até 2016. A verdade é que, com o aumento de renda da população brasileira, e com o baixo índice de desemprego, os brasileiros tem consumido cada vez mais fast foods.  Em 2004, foram servidas diariamente 56 milhões de refeições em restaurantes, lanchonetes, bares e padarias. Atualmente, esse número passa dos 63 milhões, e a previsão é que alcance os 70 milhões até 2014.
Esses dados chegam a surpreender, mas, em contrapartida a todo esse sucesso no empreendedorismo, o problema com o excesso de peso e com a obesidade dos brasileiros tem alcançado números alarmantes.  A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, analisou dados de 188 mil pessoas, de todas as faixas etárias, e concluiu que a obesidade e o excesso de peso têm aumentado nos últimos anos. Neste estudo, foi constatado que 50% dos homens e 48% das mulheres se encontram com excesso de peso, sendo que 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres estão em estado de obesidade.
As perguntas que nos restam são: O que as redes fast food têm feito para ajudar a aumentar a qualidade na alimentação do povo brasileiro? É possível que as redes fast food possam ganhar mais, vendendo refeições mais saudáveis? Como fazer tudo isso sem perder a essência, ou sem mudar seu core business?

É o que veremos no próximo post.

Nos vemos lá, galera!





sábado, 2 de março de 2013

Presença global


Todos já sabem que nos temas atuais, Responsabilidade Social Corporativa está em alta nas grandes corporações. Mas quando falamos de marcas globais como Mc Donalds, a influencia que é exercida na sociedade é muito maior do que possamos imaginar. Para se ter uma idéia, a empresa de fast food está presente em mais de 120 países, cerca de 32.700 lanchonetes, 600 delas no Brasil.

Um dos precursores do drive thru, o Mc Donalds segue como uma das marcas mais valiosas do mundo, numa lista que contempla Apple, IBM, Google, Microsoft, Coca-Cola, Malboro, entre outras. Mas o que isso significa? Significa que os impactos que a empresa exerce na sociedade precisam ser amenizados cada vez mais em que o assunto sustentabilidade entra em pauta. A utilização de matéria-prima e a produção de lixo, por exemplo, é uma preocupação constante das franquias nos países.

É por isso que o “Mc” valoriza o tema e possui um departamento especializado em sustentabilidade. Bob Langert, vice-presidente global de Sustentabilidade do McDonald's afirmou em uma entrevista: "Continuaremos a levar a sustentabilidade para nossos negócios diários, levando valor para as comunidades as quais atendemos e para a nossa empresa com a eficiência, inovação e relevância para o consumidor".

E você, enxerga essas iniciativas?