quinta-feira, 7 de março de 2013

É possível fast food ser saudável?


Como sabemos, o Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo, com um volume grande de novos empresários todo ano. O crescimento das redes fast food no Brasil tem aumentado na mesma proporção, e segundo uma publicação feita pelo jornal do Estadão, 70 novas unidades foram abertas em 2012, contra 47 em 2011, e 40 em 2010. O mercado de fast food movimentou cerca de R$ 55 bilhões no ano de 2011, e deve crescer num ritmo de 56% até 2016. A verdade é que, com o aumento de renda da população brasileira, e com o baixo índice de desemprego, os brasileiros tem consumido cada vez mais fast foods.  Em 2004, foram servidas diariamente 56 milhões de refeições em restaurantes, lanchonetes, bares e padarias. Atualmente, esse número passa dos 63 milhões, e a previsão é que alcance os 70 milhões até 2014.
Esses dados chegam a surpreender, mas, em contrapartida a todo esse sucesso no empreendedorismo, o problema com o excesso de peso e com a obesidade dos brasileiros tem alcançado números alarmantes.  A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, analisou dados de 188 mil pessoas, de todas as faixas etárias, e concluiu que a obesidade e o excesso de peso têm aumentado nos últimos anos. Neste estudo, foi constatado que 50% dos homens e 48% das mulheres se encontram com excesso de peso, sendo que 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres estão em estado de obesidade.
As perguntas que nos restam são: O que as redes fast food têm feito para ajudar a aumentar a qualidade na alimentação do povo brasileiro? É possível que as redes fast food possam ganhar mais, vendendo refeições mais saudáveis? Como fazer tudo isso sem perder a essência, ou sem mudar seu core business?

É o que veremos no próximo post.

Nos vemos lá, galera!





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