Como sabemos, o Brasil é um dos
países mais empreendedores do mundo, com um volume grande de novos empresários
todo ano. O crescimento das redes fast food no Brasil tem aumentado na mesma
proporção, e segundo uma publicação feita pelo jornal do Estadão, 70 novas
unidades foram abertas em 2012, contra 47 em 2011, e 40 em 2010. O mercado de
fast food movimentou cerca de R$ 55 bilhões no ano de 2011, e deve crescer num
ritmo de 56% até 2016. A verdade é que, com o aumento de renda da população
brasileira, e com o baixo índice de desemprego, os brasileiros tem consumido
cada vez mais fast foods. Em 2004, foram
servidas diariamente 56 milhões de refeições em restaurantes, lanchonetes,
bares e padarias. Atualmente, esse número passa dos 63 milhões, e a previsão é
que alcance os 70 milhões até 2014.
Esses dados chegam a surpreender, mas, em contrapartida a todo esse
sucesso no empreendedorismo, o problema com o excesso de peso e com a obesidade dos brasileiros tem alcançado números alarmantes. A Pesquisa de Orçamentos
Familiares (POF), realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, analisou
dados de 188 mil pessoas, de todas as faixas etárias, e concluiu que a obesidade
e o excesso de peso têm aumentado nos últimos anos. Neste estudo, foi
constatado que 50% dos homens e 48% das mulheres se encontram com excesso de
peso, sendo que 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres estão em estado de
obesidade.
As perguntas que nos restam são:
O que as redes fast food têm feito para ajudar a aumentar a qualidade na
alimentação do povo brasileiro? É possível que as redes fast food possam ganhar
mais, vendendo refeições mais saudáveis? Como fazer tudo isso sem perder a
essência, ou sem mudar seu core business?
É o que veremos no
próximo post.
Nos vemos lá, galera!

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